A transferência de textos do suporte papel para os suportes digitais obedece a processos conhecidos. A fórmula mais laboriosa exige que uma pessoa (ou grupo de pessoas) copie, teclando, o texto linha a linha. É evidente que este processo, para além de ser moroso, é economicamente insustentável e recorda (mutatis mutandis) os copistas da era pre-Guttenberg, nos conventos medievais.
Para transferir textos para o suporte digital recorre-se habitualmente a um scanner que "fotografa", folha a folha, a imagem do texto. Esta imagem é submetida a um programa O.C.R. (acrónimo de "optical caracter reader"), que procede ao reconhecimento da fotografia do texto, transformando-a em caracteres ASCII. A acuidade deste reconhecimento de caracteres é vital para a celeridade do processo da passagem do estado analógico ao estado digital. Todavia, é necessário proceder a mais de uma revisão do texto, com intervenção da inteligência e atenção humanas, dado que a automatização do processo raramente atinge os 100% de eficácia.

Uma vez convertida em bits a obra pode adoptar os formatos de e-livro julgados convenientes. Existem várias normas, quase todas incompatíveis entre si e nos ultimos dois anos surgiram no mercado alguns aparelhos destinados a albergar quantidades enormes de livros electrónicos.

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