O papel electrónico é uma invenção recente, que ainda não saiu dos laboratórios de investigação para o consumo público, dado apresentar alguns problemas de teor tecnológico, nomeadamente nas áreas da pigmentação (utilização da cor). Trata-se de uma folha flexível, com poucos milímetros de espessura, feita com um material próximo do plástico, composto por duas películas no meio das quais existem milhões de micro-cápsulas que reagem à corrente e se movimentam em função de dois estados: 0 e 1. A capacidade das micro-cápsulas reterem o essencial da linguagem binária, determinou a sua capacidade de armazenar informação digital.

Informação dos laboratórios da Xerox, em Palo Alto

 


Nick Sheridon é investigador nos laboratórios
da Xerox, em Palo Alto autor do suporte
conhecido como "Gyricon"

Uma equipa de investigação do M.I.T., liderada pelo químico Joseph Jacobson, que se vê na imagem ao lado, criou o conceito de "tinta electrónica", ou seja do conjunto de pigmentos que permitem às micro-cápsulas "ensanduichadas" entre duas fínissimas películas de reagirem à corrente e responderem às instruções da linguagem binária.
Esta equipa de investigação criou um "spin off" do M.I.T., que deu origem à empresa "E-ink", que pretende comercializar um novo tipo de papel.

Demonstrador do processo de funcionamento da "tinta electrónica"

 


Joseph Jacobson do M.I.T. e do Conselho
de Administração da empresa E-ink.